Divulgação do último Tema de Vida:”Eutanásia:direito ou crime?”

Nós, formandos da Turma EFA B3, decidimos abordar, neste Tema de Vida, a polémica questão da Eutanásia, dada à sua pertinência e actualidade. Pretendemos, com as pesquisas realizadas, enriquecer os nossos conhecimentos, fundamentar as nossas opiniões e, principalmente, reflectir sobre o nosso papel como cidadãos conscientes.

Elaboramos um dossier temático, fruto de pesquisas aprofundadas, resumindo a informação ao seu essencial. Procuramos identificar os diferentes tipos, os argumentos, a evolução histórica da sua prática e legalização em diferentes países.

Procedemos, igualmente, a uma sondagem realizada a 150 pessoas, com idade superior a 18 anos e uma inferência estatística, após tratamento dos dados recolhidos, sobre a opinião dos inquiridos, quanto ao assunto abordado.

A Comunidade Escolar é convidada a assistir à apresentação desta Actividade Integradora que contempla também, o visionamento do filme “Mar Adentro”, do realizador espanhol Alejandro Anenábar.

Visualização do powerpoint elaborado para a apresentação desta Actividade Integradora à Comunidade Escolar.

Eutanasia

Sinopses do filme “Mar Adentro”, de Alejandro Amenábar

 Ramón Sampedro, interpretado por Javier Bardem, é um homem nascido numa pequena vila de pescadores da Galiza, que luta para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que lhe gera problemas com a justiça, a igreja e até mesmo os seus familiares. A chegada de duas mulheres alterará o seu mundo: Julia (Belén Rueda), a advogada que quer apoiar a sua luta e Rosa (Lola Dueñas), uma vizinha da povoação que tentará convencê-lo de que viver vale a pena. Ele sabe que só a pessoa que o ama de verdade será aquela que o ajudará a realizar essa última viagem. Após 28 anos deitado e dependendo de todos à sua volta para tudo, chama uma advogada para tentar conseguir legalmente o direito de cometer eutanásia. Filme de tese em defesa da eutanásia. De certo modo, Mar Adentro é uma visão da morte a partir da vida. Enfim, a vida não é um valor absoluto. Por outro lado, o filme mostra-nos diferentes maneiras de conceber o amor. Por exemplo, vemos a história de Ramón através das diferentes mulheres que rodeiam a sua cama. Primeiro, o amor protector que se estabelece com Rosa, que vinha regularmente contar-lhe os seus problemas. Depois, com Julia, percebemos uma cumplicidade intelectual; partilham preocupações similares e concepções totalmente distintas da vida e da morte. Por outro lado, temos a relação pai-filho que estabelece com o seu sobrinho. Também é muito importante a relação de amor e desentendimento fraternal que Ramón e José mantêm, bem como a relação maternal com a sua cunhada, onde as palavras são quase desnecessárias, porque se entendem com um olhar. Além disso, Mar Adentro é um dos versos de um poema de Ramón. Há um momento no filme onde Ramón diz que o mar lhe deu a vida e o mar a tirou, porque foi onde ocorreu o acidente. O mar é, também, a sensação de escape. É essa linha do horizonte que nunca se acaba, que representa o infinito. No ápice do seu desenvolvimento civilizacional e do seu complexo de mediações sociais, o homem parece ser o único animal capaz de justificar a morte a partir da vida.

Quando decidimos abordar este Tema de Vida, estávamos relativamente seguros da nossa posição face à prática da eutanásia. Foi, contudo, no seu desenvolvimento que nos apercebemos da complexidade e delicadeza do assunto e, quanto maior o nosso conhecimento, maiores as nossas dúvidas.

Ficou claro que a procura de um consenso, ou mesmo de um diálogo pacífico e razoável entre os extremos envolvidos no debate sobre a eutanásia, tem-se mostrado uma tarefa difícil e extenuante. Por outro lado, os inquéritos realizados sobre esta matéria apontam para uma fortíssima resistência à legitimação da eutanásia em Portugal, tanto na população em geral como da classe médica, resultados que contrastam com a opinião mais permissiva acerca da mesma prática em situações de doença terminal, ou de intenso sofrimento.

Perante isto, somos levados a crer que a medicina actual, na medida em que avança nos seus diversos domínios cria, inevitavelmente, dilemas éticos, ao prolongar a vida dos pacientes ou, noutro ponto de vista, ao prolongar penosos processos de morte.

Em conclusão, fica-nos a percepção que podemos viver de muitas maneiras, mas há maneiras que não deixam viver. Embora não possamos escolher o que nos acontece, podemos em compensação escolher o que fazer perante aquilo que nos acontece.

Cabe a cada um de nós, cidadãos informados, decidir em consciência, porque:        

“ O mais importante não é o destino, é a viagem.”

Os formandos da turma EFA B3

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