Alunos EFA no Concurso N@escolas do DN

Poderá aceder ao projecto dinamizado pela Becre e pela equipa EFA, no ano 2009/2010, com alunos de diversos cursos EFA, nível Secundário, clicando no link:

http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/4565859

 

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Participação dos alunos dos cursos EFA na Grande Final do ‘n@escolas’ do DN

Após a confirmação da nossa presença na Grande Final do concurso, foi tempo de preparação. Atendendo ao tema proposto pela equipa do DN, “Cidadania e solidariedade no combate à pobreza”, o grupo de formandos apurados para a final, sob a orientação da formadora Lurdes Monteiro e da coordenadora Isabel Rêgo, iniciou as pesquisas, as quais decorreram muita para além das horas de aulas. Estas pesquisas incidiram sobre aspectos solicitados pelo DN, tais como:

─ O papel da União Europeia
─ Medidas existentes
─ Entidades que as implementam
─ Acesso à informação e aos apoios

─ O papel da sociedade civil
─ Como se organiza
─ Que dificuldades se deparam
─ O papel das empresas
─ O papel dos cidadãos

─ O papel da educação e sensibilização
─ Os factores freio ou inibidores da participação

─ Factores de exclusão
─ A realidade dos números e a definição de “novos pobres”
─ Medidas de apoio
─ O que fazer no presente, como pode cada individuo contribuir…

O grupo pesquisou e recolheu informação ainda sobre os seguintes tópicos:

─ 2010 Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social
─ O Tratado de Lisboa e a Coesão Social
─ 2011 Ano Europeu do Voluntariado
─ Banco Alimentar

Ainda no âmbito das pesquisas, os formandos recolheram informação sobre os convidados do painel, alvo da entrevista-debate: Isabel Jonet (Directora do Banco Alimentar Contra a Fome), Graça Carvalho (Eurodeputada do PSD), João Ferreira (Eurodeputado do PCP) e Paulo Sande (Director do Gabinete de Portugal do Parlamento Europeu).

Preparação e distribuição de tarefas no grupo de finalistas.

Muitas foram as horas de leitura intensiva, com o intuito de seleccionar os dados mais pertinentes para a elaboração das questões a colocar durante a entrevista-debate. O grupo contou com a ajuda preciosa da subdirectora do Agrupamento, Alexandrina Cascarejo, na elaboração das questões e no esclarecimento de aspectos relacionados com o tema em estudo. Estávamos na véspera do grande dia e a última etapa foi a simulação da entrevista na nossa biblioteca, com um painel de formadores que gentilmente se dispuseram a colaborar.

Os formadores Luís Carvalho, Manuela Bastos, Liliana Coelho e Ezequiel Figueiredo na simulação do painel de convidados do DN.

Os finalistas Elisabete Augusto, Aldina Oliveira, João Silva, Ivone Ferreira e Elisabete Pinho a simularem a entrevista.

Os nossos formandos envolveram-se, num total espírito de entrega, com um empenho admirável e motivação crescente desde o dia em que embarcaram nesta aventura (24 de Março). Apesar de o grupo ser constituído por formandos de diferentes turmas, a entreajuda e o espírito de equipa foram notórios, tendo esta equipa funcionado como um verdadeiro exemplo do exercício pleno de cidadania e de solidariedade.

Chegado o grande dia, logo pela manhã rumámos à capital. Apesar de alguma ansiedade, própria de quem agarrou um projecto com um elevadíssimo sentido de responsabilidade, todos os formandos e formadores estavam satisfeitos e conscientes da sua excelente preparação para a prova.

A prestação da equipa foi exemplar e muito ficou por debater, questionar e explorar, dada a quantidade de conhecimentos adquiridos para o efeito. Durante o debate, os formandos da nossa escola deixaram os seus formadores, e quantos estavam presentes, muito orgulhosos. Apesar de a nossa equipa não ter sido a eleita para a obtenção do prémio final (uma viagem a Londres), ganhou uma experiência que deixará para sempre uma marca de sucesso no percurso pessoal e formativo nos nossos participantes.

Duas das três equipas finalistas, de cores azul (a nossa), laranja (a vencedora do Instituto de Pombal).

A nossa equipa recebeu os parabéns pelo desempenho demonstrado na Grande Final de Luísa Arsénio, representante do Ministério da Educação no júri da Grande Final. A representante da direcção da nossa Escola, a coordenadora dos cursos EFA e os formadores presentes, foram elogiados por Luísa Arsénio, pela proeza de terem conseguido levar um grupo EFA a uma final, acrescentando ainda o facto de o trabalho e preparação demonstrados serem merecedores da vitória. Contudo, esta pareceu estar reservada aos mais jovens, pela política designada pelo próprio concurso.

A nossa Escola TV em acção ( Nuno Relvas e Liliana Coelho), em entrevista ao eurodeputado João Ferreira.

Uma experiência inolvidável para todos os envolvidos, com especial enfoque para os formandos.

As formandas em Lisboa após a dura prova, a saborearem o sentimento de dever bem cumprido, com os sacos prenda recebidos.

A alegria e a satisfação bem patentes nestes rostos EFA de Vale de Cambra.

Reportagem do EscolaTV</strong

Estamos na Grande Final do N@Escolas!

A equipa ‘Alma Lusitana’, dos cursos EFA Secundário da nossa escola, foi seleccionada para a Grande Final do concurso N@Escolas do Diário de Notícias, a decorrer em Lisboa, no dia 28 de Maio. Para a Grande Final foram apuradas pelo júri do DN somente três equipas de todo o país. Agora sim, a nossa escola está no “centro do mundo”!

Parabéns aos formadores envolvidos e aos formandos ‘Alma Lusitana’: Aldina Oliveira, Elisabete Pinho, Elisabete Augusto, Ivone Ferreira e João Silva (nas imagens abaixo). O passaporte para esta Grande Final foi a reportagem do encontro com Nuno Gama, ‘Nuno Gama: o homem por detrás do estilista’, que decorreu na nossa escola no dia 28 de Abril.

Ler reportagem ou ver vídeo.

Nuno Gama na nossa Escola

Nuno Gama chegou e encantou!

A nossa escola foi contemplada, através do concurso do Diário de Notícias, com a presença deste estilista português reconhecido internacionalmente.

Após a primeira fase do concurso em Março (ver post), no dia 28 de Abril, as três equipas concorrentes (uma de 10º ano, outra de 12º ano e ainda uma dos cursos EFA), receberam calorosamente Nuno Gama. Estes cerca de 12 alunos, sob a orientação dos professores envolvidos, pesquisaram, trataram informação, reuniram várias vezes para a elaboração da biografia a apresentar na abertura do encontro e redacção de uma muito interessante entrevista.

Foi com muito interesse que o público seguiu atentamente a entrevista protagonizada pelo estilista. Nuno Gama mostrou-se sempre muito receptivo, tendo respondido a todas as perguntas de forma directa e espontânea, num tom muito afável. Surpreendeu os presentes pelas muitas vivências que transmitiu, pequenas histórias pessoais e profissionais que contou,  alguns conselhos e advertências que deixou aos nossos jovens.

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Reportagem do EscolaTv

Participação no concurso n@escolas do DN

Na última semana de aulas do 2º período, 3 equipas da nossa escola inscreveram-se no concurso do Diário de Notícias e procederam à elaboração de uma nota biográfica sobre uma personalidade nacional. Este era o texto exigido para a passagem à 2ª fase do concurso. Uma das três equipas foi constituida por formandos dos Cursos EFA pertencentes às turmas SI2, (Elisabete Augusto)  SI3 ( Aldina Oliveira), SI4 ( Elisabete e João) e SI5 ( Ivone Ferreira). Este grupo escolheu a figura de Ferreira de Castro para a redacção do texto biográfico.

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O trabalho de leitura, selecção de informação e redacção do texto decorreu na biblioteca da escola com o acompanhamento dos formadores Lurdes Monteiro, Hernâni Parente e Ezequiel Figueiredo, bem como da coordenadora Isabel Rêgo.

Congratulamo-nos pela passagem à 2ª fase do concurso, transcrevemos a mensagem recentemente enviada pelo Diário de Notícias:

“É com todo o prazer que confirmamos a presença do Dia DN na Vossa Escola, no dia *28 de Abril de 2010, a partir das 10 hrs , com a presença, de um convidado especial, o estilista Nuno Gama, que muito nos honra com a sua participação.”

Nota Biográfica de José Maria Ferreira de Castro

Infância

“Pequeno, dez, onze anos melancólicos e tímidos, subíamos ao cume da serra que padroa a casa onde nascemos e ali, entre urzes e pinheiros, nos quedávamos a contemplar vizinhas terras” (A Volta ao Mundo, 1944)

A meninice do romancista emerge na «aldeia nativa» de Salgueiros, freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis, onde nasceu, em 24 de Maio de 1898.

Filho de camponeses pobres, órfão de pai aos oito anos, a sua infância teria sido idêntica à de tantas outras crianças, não fosse a decisão inusitada de emigrar para o Brasil, com 12 anos incompletos.

Em 7 de Janeiro de 1911 Ferreira de Castro embarcou no vapor Jerôme. Saiu criança, regressaria já homem.

No BrasilDa selva amazónica a Belém do Pará (1911-1919)

“Pouco a pouco, na paisagem tropical sobrepôs-se para os olhos de Manuel da Bouça, a paisagem da sua terra – da sua aldeia esquecida num recanto de Portugal. […] E nascia-lhe densa tristeza, desejo profundo de regressar, saudade nunca sentida tão intensamente” (Emigrantes, 1928)

Durante alguns anos trabalhou como seringueiro, na selva amazónica, dando início à sua carreira jornalística e literária, com a publicação, em 1916, do romance Criminoso por Ambição e Alma Lusitana, peça de teatro em dois actos.

Antes do seu regresso a Portugal, em 1919, fundou o jornal Portugal, destinado à comunidade lusa em Belém do Pará, concretizando o seu forte desejo de dar voz aos oprimidos, vexados e sem liberdade “(…) a censura tem, porém, uma virtude: é demonstrar-nos o quanto vale ser um homem livre, um povo livre!” (Mensagem, 1946)

O regresso a Portugal

“Voltava pobre de recursos financeiros, levando consigo apenas quatrocentos escudos. Voltava rico de sabedoria, de experiência, de uma vivência bem estruturada, o que iria, certamente, aliar a facilidade e a compreensão dos problemas que aparecessem pelo caminho a percorrer, pois agora conhecia os dois lados da vida: o bom e o ruim” (Baze, Ferreira de Castro – Um Emigrante Português na Amazónia, p.107)

O Triunfo

Em 1928, publicou o romance Emigrantes, um drama sobre a diáspora dos emigrantes portugueses, principalmente no Brasil.

“O rapazinho de Ossela ficou a dever muito ao Brasil: deve-lhe a sua glória; mas o Brasil deve muito a Ferreira de Castro: deve-lhe o seu novo descobrimento e o vibrante apelo a favor das condições de vida dos seus trabalhadores. A selva brasílica foi revelada à Europa graças a esse emigrante então anónimo e obscuro; mas o imigrante (…) guardou para si, como norma de vida, toda a doçura, toda a delicadeza, toda a bondade do Brasil” (Emigrantes, p. XVI)

Em 1930 publicou a Selva, um dos dez romances mais lidos em todo o mundo, segundo dados da Unesco.

“Dir-se-ia que A Selva, drama dos homens perante as injustiças de outros homens e as violências da natureza, estava destinada a ser, desde o princípio ao fim, para o seu próprio autor, uma pequena história, uma pequena parcela de grande dor humana, dessa dor de que nenhum livro consegue dar senão uma pálida sugestão”. (Da edição comemorativa de A Selva, 1955)

Em 1951 foi proposto para o prémio Nobel da literatura e em 1970 ganhou um prémio no festival internacional do livro de Nice, entre outros.

Em 1974, faleceu no Porto, vítima de um acidente vascular cerebral e em 1975 os seus restos mortais foram trasladados para a Serra de Sintra.

Dificilmente se encontrará outro escritor em que a sua obra reflicta de forma tão solene a sua própria alma.

O Homem é a Obra. A Obra é o Homem… Seja, a Alma Lusitana.